Feeds:
Posts
Comentários

O volume de negócios gerados através da Rodada organizada pelo Sebrae e Governo do Estado como parte da programação do Fórum de Desenvolvimento na última semana foi de R$1,4 milhões segundo ficha de avaliações respondida pelos empresários participantes. Mais de 200 empresários brasileiros e peruanos participaram deste evento na noite de terça-feira (28/04) no Hotel Pinheiro quando aproveitaram cada momento para apresentar seus produtos, serviços e propostas de parcerias para a realização de negócios futuros.

Os resultados desse encontro foram considerados muito positivos pela gerente da Unidade de Acesso a Mercados e Inovação Tecnológica do Sebrae no Acre, Soraya Menezes, que coordenou a rodada de negócios. “O número de empresários brasileiros e peruanos superou em muito as nossas expectativas e isso é muito bom porque demonstra o interesse crescente na realização de negócios que vão consolidar a integração comercial entre Brasil e Peru através do Acre.

Nestas rodadas, compradores e vendedores tem a oportunidade de estar frente a frente com comerciantes do mesmo ramo e esse é o passo mais importante para a realização de futuros negócios!” Nos últimos três anos, o conta entre empresários peruanos e brasileiros vem se intensificando, graças ao estímulo do projeto de Mercado na Fronteira, através do qual os Sebraes do Acre, Rondônia e Mato Grosso que estão realizando treinamentos para construir uma cultura exportadora e importadora nos empreendedores que estão localizados ao longo do eixo de influência da Estrada do Pacífico.

Pé na estrada

Aumenta a cada dia a expectativa dos empresários brasileiros peruanos com a notícia de que restam apenas 290 quilômetros para concluir o asfaltamento do trecho da Estrada do Pacífico entre a cidade acriana de Assis Brasil e a cidade Peruana de Cusco. Outra boa notícia é a de que, já durante a primeira quinzena de maio, começa a circulação regular dos ônibus no trecho Rio Branco – Puerto Maldonado com três veículos pertencentes à empresa Movil Tours SA facilitando o acesso de turistas e comerciantes pela estrada.

Jacaré na mesa

Atuando como fornecedor regular de carne de jacaré para o restaurante Correntão, localizado na entrada de Rio Branco para quem chega ao Acre pela BR-364, o representante da Cooperativa dos Criadores de Jacaré do Pantanal (Coocrijapan) Wilson Girardi veio de Cáceres no Mato Grosso para participar da rodada de negócios, interessado em fazer negócios além das fronteiras brasileiras. “Há 15 anos quando iniciamos a cooperativa de criadores de jacaré nosso objetivo era produzir peles para exportação, sofremos muito com a falta de bom senso da política ambiental, mas vencemos e hoje somos a única cooperativa do Brasil e do mundo totalmente legalizada para vender carne, couro e artesanatos de jacaré para qualquer pai. Por isso, esta rodada é uma excelente oportunidade de negócio para os 22 sócios de nossa cooperativa!” Alguns empresários peruanos mostraram-se curiosos com a oferta surpresa enquanto Girardi apresentava a carne de jacaré como uma das mais saudáveis do mundo por não conter colesterol, gorduras trans, medicamentos ou produtos químicos, além de ser rica em proteínas é saborosa e não engorda porque tem baixa caloria. “Nossa cooperativa é um exemplo de que a criação de animais silvestres brasileiros em escala comercial é plenamente viável e que merece ser imitada para garantir a preservação de outras espécies. Oferecemos ao Brasil e ao mundo um produto ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo porque gera ocupação e renda desde o homem pantaneiro que recolhe e incuba os ovos para vender os filhotes às nossas cooperativas que além de ter como produto principal a venda e a carne do jacaré, fornecemos aos artesãos as cabeças e jacarezinhos que morrem durante a criação, para que sejam transformadas em obras de arte que encontram grande aceitação no mercado!” Garante Girardi.

Reflorestando e lucrando

O empresário Eriberto Valdir Cella proprietário da indústria de móveis Madeji, localizada em Ji-Paraná, em Rondônia, também veio participar da rodada de negócios com os empresários peruanos. “A rodada é uma excelente oportunidade para que eu apresente nossos móveis que são todos fabricados em madeira de téca que já estou retirando do reflorestamento que fiz há apenas 13 anos. Recebi vários convites do Sebrae de Rondônia participar de rodadas com empresários estrangeiros, nunca fui porque por estarmos muito longe dos portos brasileiros esse trabalho é complicado para quem está iniciando na exportação. Preferi vir ao Acre porque com a abertura da Estrada do Pacífico nós conseguiremos fazer negócios de maneira mais simples, rápida e segura!” Eriberto saiu animado com as perspectivas geradas durante os vários encontros que pode ter com os empresários peruanos, que segundo ele, demonstraram surpresas com a qualidade dos móveis e, especialmente pelo fato de que ser resultado de reflorestamentos que evitam a derrubada de mais árvores na Amazônia.

Araújo vai às compras

 Comprador de hortifrutigranjeiros para rede de Supermercados Araújo, Fabiano Chagas esclareceu que toda semana as lojas do grupo comercializam uma média de 120 mil quilos de frutas e verduras. “Praticamente todos esses produtos vêm de Rondônia e estados do centro sul do país, por isso nós viemos participar da rodada e conhecer os produtos que poderemos comprar do Peru. Achei muito interessante esse milho gigante e as variedades de batatas, alho, cebolas também tem azeitonas, furtas e outros produtos que nos interessam!” A preocupação de Fabiano ainda está na solução de problemas burocráticos do sistema fiscal e sanitário entre Brasil e Peru para viabilizar a comercialização desses produtos passando pela fronteira. “Produtos eles tem em quantidade, qualidade e preço, agora resta verificar as condições objetivas como a fiscalização e as condições de transporte para que possamos consolidar essas compras. Nós temos uma rede de supermercados para abastecer e só poderemos negócios que sejam 100% confiáveis!”

Azeitando os negócios

Representando um grupo de 15 empresas que representam a Associação de Processadores Exportadores de Azeitonas, azeite de Oliva e Derivados do Peru (Pro Olivo), Lucia Chávez Mujica teve uma das mesas mais visitadas da rodada de negócios e se disse muito animada com as perspectivas futuras. “Poucos sabem que 60% de toda a produção de azeitonas peruanas acontece nas regiões de Takna, Arequipa, Moquegua e Lima. Também que 76% de toda a nossa produção é vendida para o Brasil, a maior parte dela para São Paulo. Para isso viajam de 12 a 15 dias em navios, mas com a abertura da Carretera Interoceánica nós poderemos fornecer diretamente para o Acre de forma muito mais rápida e a preços mais compensadores para vocês. No mundo dos negócios o importante é que os dois lados tenham vantagens!”

Novos sabores

A engenheira Ana Maria Enciso Coronado promotora regional de negócios da Peru Promotora de Exportação e Turismo (Prom Peru), agência oficial do governo peruano com sede em Cusco veio representando 15 empresas que industrializam alimentos típicos da cordilheira como a quinua, quiwicha, maca, habas, aguaymantu na forma de ganolas, farinhas, geléias e outros produtos que puderam ser degustados na ante-sala da rodada. “As comunidades da cordilheira produzem uma imensa variedade de alimentos riquíssimos como a quínua, único no mundo com nutrientes equivalentes ao leite materno, ou a kiwicha com proteínas superiores à da carne. Estes alimentos são processados e embalados por empresas formais que trabalham dentro dos padrões fiscais e sanitários internacionais, por isso estão prontas para fazer negócios”.

Carga pesada

Emerson Arai Hammes o gerente da filial da transportadora Expresso Araçatuba, em Rio Branco, também participou da rodada de negócios para esclarecer os interessados sobre as condições e custos de transporte binacional. “Há mais de 15 anos a Expresso Araçatuba tem investido no estímulo à consolidação do comércio Brasil – Peru. Nos preparamos para isso permissionando nossos caminhões, e treinando os motoristas que já estão realizando uma média de seis viagens por mês levando carga do Acre ao Peru. Por isso nós estamos aqui torcendo para que estes empresários consigam fechar negócios porque a carga a gente leva!” Turismo é negócio O secretário de Estado do Turismo, Esporte e Lazer (Setul), Cassiano Marques comemorava o lançamento da primeira linha regular de ônibus Rio Branco – Puerto Maldonado que entrará em operação na primeira quinzena de maio. Ao mesmo tempo convidava os empresários brasileiros e peruanos para participarem da primeira Semana da Amazônia em Cusco de 24 a 29 de maio. “Desde a primeira rodada de negócios realizada há dois anos, avançamos muito para a consolidação dos negócios entre Brasil e Peru, especialmente estimulados pela Estrada do Pacífico.

Neste cenário, tiram vantagem as empresas que melhor se preparam para sentar-se à mesa durante a rodada de negócios e, nesse ponto fico feliz em ver que as nossas empresas do ramo turístico estão prontas tanto para receber os turistas como para fazer parcerias com empresas peruanas, facilitando a vida dos seus clientes num negócio de mão dupla onde todos ganham!” Integração ecoturística Oferecendo o conforto da Pousada Ayshawa localizada em Xapuri onde promove visitas aos principais pontos históricos da cidade, como a casa e a Fundação Chico Mendes, além de passeios de bicicleta, de barco, trilhas pela floresta e visita a comunidades onde o visitante pode viver experiências místicas, o empresário Victor Pontes declarou-se animado pela relação construída com empresas peruanas. “Nesta rodada tivemos a oportunidade de manter contado com empresas de turismo peruanas e firmar parcerias para que os dois lados ganhem com esse fluxo de ida e vinda de turistas. Uma das melhores novidades do momento é a empresa que estará fazendo o transporte de passageiros desde Rio Branco a Puerto Maldonado de onde as pessoas podem embarcar num avião e chegar a Cusco em pouco mais de 40 minutos para uma viagem inesquecível!” Afirmou Victor.

100 toneladas de peixe à venda no Bujari

 

Feira do peixe dobra oferta de produto que será oferecido a preço mais baixo que o do mercado na semana santa

 

Já começaram os preparativos para a terceira Feira do Peixe do Bujari que acontecerá do dia quatro a nove de abril.

 

Esta feira que sempre acontece durante a Semana Santa prevê a comercialização de pelo menos cem mil quilos de tambaqui, piau, matrinxã, cará, curimatã, pirapitinga e até trairas criadas pelos produtores do município.

 

Maior evento de comercialização de peixes no Acre, a feira reúne também produtores de verduras, frutas, galinhas caipiras, pequenos aninmais, além de produtos tradicionais como o mel de abelhas, tapioca, pé de moleque, bolos de macaxeira. Os visitantes também poderão saborear peixes cozidos, fritos e galinha caipira enquanto fazem suas compras.

 

Polo de pisicultura

A estratégia de transformar o Bujari no maior polo de piscicultura do Acre foi iniciado há seis anos  graças a uma ação conjunta do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae do Ac) em parceria com o Governo do Estado através da Seaprof, orientados pela Embrapa e Senar, com a Fundação Banco do Brasil doando 40 açudes para pequenos produtores, além de financiar a construção de outros, bem como a compra de ração para peixes. A prefeitura do município tem sido parceira ativa deste processo.

 

“Atualmente há mais de 140 pequenos e médios piscicultores que durante o ano passado produziram mais de 350 mil quilos de peixes, já para este ano a previsão é de que produzam pelo menos 500 mil quilos de pescado”, esclarece Murilo Matos o chefe de escritório da Seaprof no Bujari. As criações tem no tambaqui seu principal produto, mas já há produtores investindo forte na criação de piau, pacu caranho, tamabacu e outras espécies de carne mais nobre.

 

Horta e fruta

 

Destacando-se por seus investimentos no setor produtivo, o Bujari tem hoje mais de 40 famílias dedicando-se à produção de horaliças, isto permite que estejam vendendo uma média de mais de 120 mil maços de folhosas (couves, cebolinha, coentro, rúcula e outras) para os mercados e supermercados da Capital.

Franciney Santos o gestor do projeto de fortalecimento da horticultura pelo Sebrae do Acre informou que. “Dezenove produtores do Bujari estão sendo atendidos pelo nosso projeto que  forneceu para casas de vegetação completas, inclusive com sistema de irrigação instalado para 16 deles , também forneceu mini tratores e dôou para horticultores daquele município e de Rio Branco o plástivo necessário para construir 70 casas de vegetação de 7,0 m X 25 metros”. 

 

Trinta deles participaram da Feira do Peixe do ano passado onde comercializaram mais de 40 mil quilos de pescado. 

Treinamento busca fortalecer gerências e estimular a inovação para conquistar mais espaço no mercado

Em um mundo cada vez mais competitivo que tem conhecimento inova e vai prá frente. E é por isso que o Serviço de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae no Acre) está lançando um novo treinamento para você gerenciar seu negócio com segurança e criatividade para vencer os desafios do dia-a-dia.

É o Sebrae – Empresa Mais,  que tem como objetivo fortalecer a gestão empresarial a partir do controle financeiro, execução de estratégia empresarial e do marketing. Para atingir esse objetivo realizará duas capacitações e mais seis consultorias que serão realizadas durante todo este ano.

A primeira turma terá treinamento de controle financeiro. Nesse período estarão sendo apresentadas ferramentas úteis ao gerenciamento das micro e pequenas empresas.

A estratégia gerencial funciona como ferramenta que ajuda o empresário nas suas tomadas de decisão, conhecendo melhor sua própria empresa com seus pontos fortes e fracos quando comparado a outras empresas, além é claro de saber identificar possíveis ameaças e oportunidades criadas pelo mercado ou pela concorrência.

O produto ou serviço e sua relação com o cliente será alvo principal das seis consultorias coletivas em marketing temáticos que acontecem após o treinamento.

Nestas consultorias de marketing serão debatidos a formação de preço dos produtos a partir de seus custos diretos e indiretos e manutenção. Também será estudada a importância na logística de distribuição de seus produtos e serviços pelos canais que os levam até seus clientes.

Por fim são trabalhados os elementos que deverão compor um plano de mídia e propaganda que atenda as necessidades de divulgação e comercialização dos produtos e serviços de sua empresa.

Interessados em participar destes treinamentos que acontecerão ao longo de todo este ano, podem ligar para 3216-2165 para falar com Thiago ou 3216-2174 com Samara ou utilizar os e-mails gered1@ac.sebrae.com.br ou Samara@ac.sebrae.com.br

 

 

 

 

 

Enfrentando todas as adversidades casal de empreendedores realiza sonho de construir fábrica de confecções

Na loja o casal mostra resultado

Na loja o casal mostra resultado

Embora tenha trabalhado durante seis anos fiscalizando obras pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea-Ac) Valter Farias de Souza mantinha aceso o desejo de montar seu próprio negócio, mas faltavam as condiçõespara que isso pudesse ser concretizado. Mas foi quando se casou com Marisa da Silva Saldanha é que seu sonho de auto-suficiência começou a tomar ainda mais força.

“Quando casamos minha esposa ganhou uma máquina de costura da mãe dela. Passou mais de dois anos fazendo cursos para aprender o mais que pudesse sobre costura, até bolsas e sandálias ela já fazia, então as encomendas começaram a aparecer e aquilo foi se transformando num negócio de verdade”. Sempre auxiliando a companheira para que dessem conta das encomendas, Valter pediu demissão do Crea e o casal passou a construir juntos o sonho de montar uma fábrica de confecções e para isso foram participando de cursos e treinamentos oferecidos pelo Sebrae e outras instituições. “Sempre entendi que para montar um negócio a gente precisa estar bem informado, mas descobri que era preciso algo mais”.

O “Q” a mais sugerido por Valter aconteceu, ou melhor, não aconteceu quando ele cheio de esperanças procurou o Sebrae para inscrever-se no Programa de Geração de Renda (Proger) a fim de ser beneficiado com um financiamento que não pôde ser conquistado porque ele não tinha como oferecer garantia nem tinha um fiador para o empréstimo. “Recebi todo o treinamento e orientação que precisava, mas na hora “H” faltou condições para que eu pudesse receber o empréstimo. Fiquei muito chateado, mas aquilo não era suficiente para que a gente abandonasse nosso sonho. Por isso resolvi que se prá nós não tinha financiamento a gente iria construir nossa fábrica por conta própria!” Nesse tempo a confecção se resumia a um cubículo de sete por cinco metros construído num terreno da rua principal do Bairro João Eduardo próximo ao mercado Luiz Galvez. Ali Valter e Marisa pacientemente costuravam seus sonhos.

Ela lembra que o marido havia aberto a firma em 1996, mas que só no ano 2000 ela entreria efetivamente em atividade como Ousadia Indústria e Comércio de Confecções. “No começo a gente pensava em montar uma malharia, mas para isso a gente precisava de um ponto, não ter conseguido o empréstimo foi uma tristeza porque com ele a gente queria comprar as máquinas que íamos precisar. Por isso continuamos com nosso atelier produzindo roupas, bolsas e outros serviços que vinham por encomenda”. Lembra Marisa que ela e o marido Valter nunca desanimaram, continuaram fazendo cursos e se qualificando para produzir cada vez mais e melhor.

Aos poucos foram comprando as máquinas que desejavam, o pequeno atelier foi sendo ampliado várias vezes. Compramos uma máquina reta, uma de corte e uma over-lock e foi nessa época que surgiu nossa primeira grande encomenda, mais de cem camisetas para a Pastoral da Criança a pedido da Marifran e da irmã Maria. Depois elas pediram pra gente fazer uma quantidade de pastas que iriam distribuir durante um encontro, foi uma encomenda abençoada porque dali por diante muitas outras foram aparecendo”.

Redefinindo os rumos

Foi nessa época que eles entenderam que a fabricação de bolsas era um filão praticamente inexplorado pelas confecções locais, então desenvolveram uma série de modelos em cores, tamanhos, desenhos e materiais variados. “A gente praticamente deixou de trabalhar com as confecções de roupas para dedicar todo nosso esforço na produção de bolsas e o governo começou a fazer grandes encomendas, mas depois que inventaram de fazer as compras através dos pregões eletrônicos o pessoal de fora leva todas, por isso a gente investiu na venda no varejo aqui na loja e com nossas vendedoras que vão de porta em porta”.

Marisa e Valter não negam que a oferta de bolsas baratas contrabandeadas da Bolívia é para eles uma concorrência desleal, mas apostam na qualidade e na exclusividade dos modelos como diferencial da ousadia que conquista um número de clientes cada vez maior. Valter que começou num atelier de sete por cinco metros orgulha-se de dizer: “Nosso galpão hoje ocupa uma área de 35 por 10 metros, nosso sonho é trabalhar com materiais típicos da Amazônia, até tentamos o couro vegetal e o couro de peixe, mas a idéia não prosperou porque não tinha garantia de fornecimento nem padrão de qualidade, mas não desistimos e continuamos pesquisando. Me orgulho de que hoje aqui na produção trabalham onze pessoas e temos mais 11 vendedores na rua e lembrando as dificuldades pelas quais passamos, isto é mesmo uma ousadia”.

          Desenvolver e qualificar os profissionais que atuam nos salões e institutos de beleza de Rio Branco para fortalecer o setor do embelezamento pessoal melhorando o gerenciamento dos pequenos negócios, além de melhorar o atendimento, variedade e qualidade dos serviços. O projeto Profissionais de Beleza de Rio Branco está sendo realizado pelo Serviço de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae no Acre) em parceria com o Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Rio Branco (Sindbeleza) ligado a Federação do Comércio do Acre, envolve 30 estabelecimentos e terá duração de dois anos (2009 a 2011).

          A primeira atividade coletiva aconteceu no dia onze de março quando participaram do projeto Empreender , cujo objetivo principal é estimular o espírito empreendedor dos profissionais que atuam em salões localizados na área do terminal urbano e camelódromo, praça da bandeira, vila Acre, baixada do sol e Xavier Maia. De março a agosto deste ano os treinamentos estarão voltados para a melhoria gerencial dos pequenos negócios, ou seja, para melhorar a administração, a infra-estrutura e a eficiência daqueles estabelecimentos, como também aprender a buscar linhas de crédito mais compatíveis com a atividade. “A partir de setembro estaremos passaremos a identificar as necessidade de melhorias nos serviços oferecidos aos clientes desses salões.

          Ao longo de 2010 nossas ações estarão focadas na melhoria da qualidade do atendimento aos clientes”, explica Maria Antônia Inácio Morais a gestora do porjeto Profissionais de Beleza de Rio Branco pelo Sebrae.

Desenvolver para crescer

        Simone Félix proprietária do Centro de Beleza e Saúde Simone Félix que gera 15 empregos, é a presidente do Sindbeleza e está empolgada com as perspectivas deste projeto que pretende melhorar a qualidade dos serviços prestados nos salões da Capital e assim promover seu crescimento. “Temos mais de dois mil salões e institutos de beleza instalados só aqui na Capital e isso dá uma idéia do potencial econômico gerador de emprego e renda. O problema está no fato de que a grande maioria deles foi criado por necessidade de sobrevivência dessas pessoas que nem sempre estão suficientemente preparadas para atender a todas as necessidades de seus clientes e isso impede que a maioria desses negócios prosperem como desejamos. Nosso objetivo é de que com o treinamento oferecido pelo Sebrae eles melhorem, aumentem seus lucros e possam se desenvolver melhorando também a qualidade de vida das pessoas”.

História de sucesso

          A própria Simone Félix faz questão de relatar sua história no mundo dos negócios, a qual começou ainda na adolescência quando fazia atendimentos indo à casa das clientes. Nesse meio tempo foi aprovada em concurso para o Tribunal de Justiça onde trabalhou por cinco anos, depois mais um ano na prefeitura. “Senti que ser funcionária pública não era o que eu queria para minha vida. Como trabalhava só até a uma da tarde na repartição, aproveitava as tardes para continuar atendendo minhas clientes. logo montei meu salão e senti que se quisesse crescer eu teria que aprender a gerenciar bem o negócio e melhorar a qualidade dos serviços e do atendimento, por isso passei a freqüentar todos os cursos do Sebrae e do Senac, isso foi fundamental para chegar onde estou agora”. Declarou Simone. 

          Centro de Beleza e Saúde Simões Félix é um dos mais requisitados da Capital oferecendo tanto os serviços de beleza estética, quanto orientação nutricional (alimentação), massagens, fisioterapia e reflexologia. “A gente se preocupa tanto com a beleza estética das pessoas quanto com sua saúde, pois pessoas saudáveis são muito mais felizes e mais bonitas”. Quanto ao treinamento que está sendo realizado pelo Sebrae em parceria com o Sindbeleza, ela confessa: “Quero que todos tenham a oportunidade de se desenvolver como eu fiz, sou cria do Sebrae e do Senac onde me aperfeiçoei na profissão e na gestão da nossa empresa!”

     Durante toda semana consultores do Sebrae realizam encontros com artesãos e simpatizantes do artesanato no Vale do Juruá. A idéia é montar já a partir de agora novas estratégias para o desenvolvimento da arte na região.

     O Projeto Artesanato Acreano quer abrange 2009 e 2010 tem como público alvo às cooperativas, associações e artesãos cadastrados através do Diagnóstico da Produção Artesanal no Estado e que tenha a atividade artesanal como uma das suas principais fontes de renda.

     De acordo com Aldemar dos Santos Maciel, responsável pelos projetos de artesanatos do Sebrae no Acre, o objetivo para os próximos anos é a promoção do artesanato acreano nos diversos segmentos de mercado, potencializando a comercialização dos produtos em âmbito local e nacional. “Para que isso aconteça já estamos realizando algumas estratégias de execução. Nosso próximo passo é a classificação das unidades produtivas e orientar a intervenção no setor de acordo com grau de competitividade”. Disse.

     As ações preparatórias como empreendedorismo, criação de novos produtos, capacitação técnica e plano de mercado serão realizadas no primeiro semestre de 2009. As ações de promoção e mercado serão concentradas no segundo semestre onde envolve eventos como a Expoacre realizada em Rio Branco, Expoacre Juruá realizada em Cruzeiro do Sul, FENNEART, Projeto Comprador, Prêmio Estadual do Artesanato e Feira Natalina de Artesanato.

     Responsável por um levantamento minucioso na região do Vale do Juruá, o consultor do Sebrae Jivago Nolli, tem se reunido com representantes dos municípios do Juruá e discutido a real situação dos artesãos. “Iremos trabalhar para que o artesanato se consolide na região, e as pessoas possam ter uma melhor qualidade de vida através de sua arte”, falou.

     Várias ações serão desenvolvidas pelo Sebrae para que os artesãos do Juruá aproveite melhor suas técnicas e crie mecanismo para enfrentar o mercado atual. Para dona Francisca Nazaré de Souza Costa, artesã da comunidade do Rio Crôa, 2009 será um ano onde as coisas vão acontecer para os artesãos do interior do Estado. “Vamos nos preparar melhor para os grandes eventos e com o apoio do Sebrae competiremos de igual com os de fora do Estado”, desabafou.

Técnicos em gestão se qualificam para ser agentes de desenvolvimento de negócios acreanos

empreendeder-para-prosperar

Juracy Xangai

       Metade das empresas criadas na região norte morrem antes de completar dois anos de atividade, sendo por isso a maior taxa de mortalidade de negócios no Brasil. É para reverter essa situação que o Sebrae no Acre e o governo do Estado, através do Instituto Dom Moacir realizaram, ontem, a aula inaugural do primeiro curso pós-técnico em gestão de negócios, que é o primeiro dessa modalidade em todo o país. “Ainda não existe em nenhuma parte do Brasil cursos como este que tem o objetivo de preparar agentes de desenvolvimento em gestão de negócios.

      Após o treinamento teórico, os técnicos passarão três meses integrados ao dia-a-dia das micro e pequenas empresas onde farão o diagnóstico de seus problemas e um plano de ação com soluções para garantir a sobrevivência e o crescimento desses negócios”, esclareceu o superintendente do Sebrae do Acre, economista Orlando Sabino. Aproveitando o momento ele alertou: “Nossa missão é garantir a sobrevivência e o crescimento das micro e pequenas empresas, isto dá uma idéia da responsabilidade que nós do Sebrae, o instituto Dom Moacir e cada um de vocês está assumindo para com o desenvolvimento dos negócios no Acre. O sucesso desta turma depende diretamente do sucesso das empresas em que eles estarão atuando. Esse resultado vai servir de exemplo para que nossa experiência empreendedora seja reproduzida no restante do Brasil”.

         Da teoria à prática Trabalhando sempre em parceria com o Sebrae, desde 2005, o instituto Dom Moacir, através do Centro de Educação Profissional Campos Pereira, formadas seis turmas de técnicos em gestão de negócios, num total de 160 alunos que receberam 1.200 horas de aulas sobre como montar e gerenciar bem o seu próprio negócios. Durante o ano passado a maior parte deles (132) participaram do curso Empreender para Prosperar oferecido pelo Sebrae. Agora 57 desses técnicos inscreveram-se e 30 deles foram selecionados para participar do curso pós-técnico em Gestão de Negócios que foi iniciado ontem e se estenderá até o dia 15 de dezembro deste ano.

        O treinamento teórico de 234 horas acontecerá sempre das oito ao meio dia no Campos Pereira, depois eles serão encaminhados para conviver dentro de uma empresa em condições reais com seus desafios e propondo soluções práticas. Durante este período os estudantes receberão uma bolsa mensal de incentivo no valor de R$ 583. Sucesso coletivo Irailton Lima o diretor presidente do instituto Dom Moacir lembrou que: “Durante o curso de um ano e meio foram aprendidas as teorias da boa gestão dos negócios, já nesta fase de aperfeiçoamento, nosso objetivo é que estes técnicos compreendam a importância de seu trabalho tanto para o desenvolvimento pessoal quanto para contribuir com o desenvolvimento da economia do Acre gerando emprego, renda e melhores condições de vida para todos. Se vocês fizerem isso muito bem, o resultado será muito bom para todos!”

       Gerando negócios Raquel Holanda Gomes é uma das técnicas em gestão de negócios formada pelo instituto Dom Moacir que retorna agora à sala de aula para o treinamento pós técnico. “Há pouco mais de três anos eu criei a RH Eventos, mas senti na pele as dificuldade que a falta de conhecimentos sobre a gestão financeira, recursos e de um plano de negócios faz a uma empresa que pretenda crescer, por isso vim fazer o curso de gestão. Isso deu um novo impulso ao nosso negócio que hoje está focado em realizar coquetéis e casamentos que já estão gerando cinco empregos diretos, fora os que contratamos durante para cada evento específico!”

          Carlos Costa Vale é funcionário da Secretaria Estadual de Segurança, mas antes de tornar-se servidor público atuou como vendedor logista de confecções, tomou gosto pelo ramo e se prepara para realizar o sonho de montar seu próprio negócio. “Desde quando me matriculei para o curso de gestão de negócio meu objetivo foi claro, o de montar minha própria empresa, por isso realizei minha pesquisa de mercado e elaborei meu plano de negócio. Compreendi que isso deve ser feito com calma e bem planejado para que garantir maiores chances de sucesso. Por isso estou aqui para fazer o pós técnico onde vou ter a oportunidade de conviver na prática dentro de uma empresa orientado pela consultoria do Sebrae, essa é a chance que tenho de conhecer a realidade do mercado local e as suas oportunidades”.

SEBRAE PALESTRAS GERENCIAIS

Da teoria à prática
Estar preparado para vencer os desafios do mundo dos negócios exige estudo e dedicação

Juracy Xangai

Empresários, estudantes e pessoas que estão se preparando para montar seu próprio negócio estão cada vez mais presentes às palestras gerenciais que acontecem todas as quintas feiras a partir das 18 horas e 30 minutos no auditório do Sebrae centro.
São eles quem atestam a influência positiva destas palestras levadas à prática em suas vidas pessoal e profissional. Esses resultados vem fazendo com que empresas como a Frios Vilhena, Serras Turismo, Iris Tavares, Casa dos Cereais Mil Presentes, As Mailah, Fortal Confecções e Sempre Presente incentivem seus funcionários a participarem das palestras empresariais e até solicitem ao Sebrae a realização de treinamentos específicos para as necessidades de suas empresas.
Socorro Figueiredo a gerente da Unidade de Desenvolvimento Empresarial do Sebrae do Acre esclarece que as palestras gerenciais que acontecem todas as quintas-feiras tem como objetivo sensibilizar os empreendedores com sugestões práticas a serem aplicadas em seu dia-a-dia tanto no campo pessoal quanto profissional. “A idéia é estimular mudanças comportamentais e gerenciais que contribuam para o sucesso dessas pessoas e de seus negócios. Quando o proprietário e o colaborador participam destas palestras, eles passam a falar a mesma linguagem, ou seja, isso contribui para criar um ambiente interno mais positivo, o que contribui para o desenvolvimento da empresa e todos se beneficiam disso”.
Um fenômeno cada vez mais comum nas salas destas palestras que vem acontecendo há mais de cinco anos, é a presença de servidores públicos. Socorro explica que: “Temos básicamente dois tipos de servidores que vem às palestras gerenciais, um grupo está insatisfeito com seu ambiente de trabalho e busca novas motivações para tornar-se mais pró-ativo dentro do próprio serviço público. O segundo grupo, é de servidores que já perceberam que o Acre está entrando num novo tempo onde há cada vez mais oportunidades para criar negócios que embora não ofereçam a mesma estabilidade do serviço público, oferecem a chance de se desenvolverem muito mais, mas também entendem que hoje já não há mais espaço para aventuras e amadorismo, por isso estão se preparando bem para enfrentar o mercado com mais chances de vitória”.

Já os estudantes, principalmente os de cursos técnicos e universitários, procuram as palestras como forma de complementar o conhecimento teórico que recebem nas salas de aula com os exemplos práticos apresentados pelos consultores do Sebrae, que em sua maioria são professores universitários, especialmente treinados para aplicar a metodologia das palestras gerenciais, além de terem suas próprias empresas.

“Logo estaremos promovendo encontros dos quais só participarão empresários para debater, tirar dúvidas e receber treinamentos sobre assuntos específicos como carga tributária e questões gerenciais. Eventos como esse criam um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de idéias e promovem a aproximação e organização destes empreendedores em defesa de seus interesses comuns”.

SERVIR BEM PARA SERVIR SEMPRE
Esse é o lema de vida de Adauto Feitosa de Souza que depois de trabalhar um tempo como operador de máster de TV e vendedor foi convidado por um amigo para fazer o treinamento de garçon para trabalhar na Pizzaria Piola. “No início não foi fácil porque cada cliente é um cliente e exige uma atenção diferenciada e a gente precisa entender isso no primeiro contato que tem com ele. Também é necessário estar atento às alterações de humor que eles apresentam a cada dia. Detalhes como esse me levaram a buscar o Sebrae em busca de ajuda, nos cursos e palestras aprendi a notar pequenos detalhes, a maioria deles eu até já sabia, mas nunca tinha me dado conta do quanto os clientes dão importância a eles”, confessa Adauto.
Há um ano e oito meses na empresa, Adauto é agora sub-gerente da Piola, e orgulha-se de ter mais de 25 certificados pela participação em cursos, treinamentos e palestras promovidos pelo Sebrae. “Considero o Sebrae a instituição mais importante para quem quer ter ou melhorar seu negócio. Para mim, confesso que tem sido 100% tanto na vida profissional quanto na pessoal!”

Um por todos e todos por um
É atuando com espírito coletivo que os funcionários e dirigentes da Frios Villhena vem impulsionando o desenvolvimento da empresa em todo o Acre. Marcos Arruda o supervisor de vendas da empresa lembra que desde os 13 anos de idade aprendeu a vender e fazer as distribuição de produtos.
Há oito anos entrou para a Frios Vilhena onde passou seis anos trabalhando na venda diretamente aos clientes e agora supervisiona e orienta o trabalho de uma das equipes de vendedores.
“A empresa nos incentiva a participar de cursos e palestras que promovem nossa melhoria profissional, todos participam, mas eu, particularmente, me orgulho de que ao concluir meu curso de administração e marketing na Firb/Faao tenha podido entregar os comprovantes de participação em 319 horas em palestras e cursos do Sebrae. As palestras das quintas empreendedoras sempre funcionam como um incentivo a mais pra gente continuar realizando um bom trabalho para ir crescendo junto com a empresa”.
Ele reconhece que depois de participar de uma palestra o grande desafio está em colocar em prática as técnicas e informações aprendidas. “A gente tem de prestar atenção às coisas que acontecem à nossa volta e aplicar cada conhecimento de acordo com a condição e o momento em que vão surgindo. Aos poucos a gente vai pegando o jeito e com o tempo as coisas vão se encaixando mais naturalmente”. E concluiu: “Na faculdade aprendi a teoria, mas no Sebrae tenho recebido as orientações práticas que fazem a diferença no dia-a-dia”.

Aprender sempre
Kennedy Souza de Oliveira é agente de viagem da Serras Tur onde empresa e colaboradores fizeram um pacto pela melhoria constante e um dos principais pontos desse pacto é justamente participar das palestras das quintas empreendedoras do Sebrae.
“Nem sempre é possível que todos participem de uma vez, então fazemos um rodízio, depois fazemos uma reunião para debater o assunto. Isso envolve tanto a gente que está no atendimento aos clientes quanto os que cuidam da admionistração. É interesante perceber como cada área interpreta a palestra de maneira diferente por causa de seu foco e interesse, mas que de uma forma geral é muito importante porque todos passam a entender a mesma linguagem e compreender a importância de seu trabalho para o bem estar da empresa, melhora o relacionamento entre os colegas e isso é bom para todos!”
Kennedy declara que: “A vida é um aprendizado permanente, principalmente para quem trabalha atendendo aos clientes porque o material humano é muito sensível. Aqui somos 17 funcionários, todos participam das palestras e treinamentos do Sebrae porque temos visto o resultado positivo que isto traz para a empresa e para nós mesmos”.

Estrela da Paz

Tomate do Juruá

Tradicionalmente vendido a R$ 8 o quilo nas bancas das feiras e supermercados o tomate se transformou num símbolo do isolamento que encarece a vida das pessoas que vivem nas cidades do Vale do Juruá, no Acre. Técnicos e especialistas sempre disseram que por causa do clima quente e úmido e solo pobre não seria possível cultivar tomates e diversas outras hortaliças na Amazônia. Mas, agricultores das vilas Guarany e Assis Brasil, bem como dos das comunidades do Cesário e Pé da Terra estão provando que o que sempre faltou foi apoio e assistência técnica para conseguir fartas colheitas de tomates macios e saborosos que já estão sendo vendidos a R$ 5 o quilo em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. “Já colhemos 800 quilos de tomates e ainda vamos colher mais de três mil quilos. Sempre disseram que aqui não daria tomates, então quando o governo do Estado e o Sebrae vieram incentivar o plantio, a gente aceitou o apoio, mas não esperava colher tantos tomates”, confessou Fernando Freire da Silva o presidente da Associação dos Hortifrutigranjeiros da Vila Assis Brasil, localizada no município de Cruzeiro do Sul. Seis famílias fazem parte desta associacão onde trabalham juntas no cultivo da horta e na estufa de tomates. Com o dinheiro desta safra planejam construir mais uma estufa até que haja uma para cada família poder ampliar sua produção com segurança. Izete Varela de Oliveira, 43 anos, mãe de três filhos é uma daquelas produtoras que há seis anos se dedica à horticultura. “Começamos plantando cebolinha e couve, depois foi o maxixe, pepino, pimenta, alface… até tentamos produzir cenoura, beterraba e tomate, mas nunca conseguimos colher porque faltava a estufa e a orientação para fazer as coisas direito. Mas graças à Lívia do Sebrae e o Gaston agora temos uma estufa onde plantamos 950 pés de tomate e a previsão é de colher mais de quatro mil quilos de frutos”, declarou Izete. Multiplicação dos tomates O milagre da produção dos tomates no Juruá não aconteceu por acaso, mas graças à parceria do governo do Estado do Acre, através da Seaprof, com o Sebrae, além de instituições de pesquisa como a Embrapa, de orientação técnica como o Senar e financeira como o Banco da Amazônia. Mas todo esse esforço e investimento não surtiria resultado sem o interesse e dedicação dos produtores e técnicos que estão obedecendo as orientações do consultor contratado pelo projeto Horticultura Familiar do Vale do Juruá, o engenheiro agrônomo chileno, Gaston Toloza que há 13 anos atua como consultor do Sebrae de Santa Catarina, nove deles dedicado à cultura do tomate. “Lá em Santa Catarina conheci o tomate da variedade Peace Star, ou Estrela da Paz que veio dos Estados Unidos, mas que resistiu muito bem às pragas, doenças e maus tratos produzindo ainda frutos muito suculentos e saborosos, por isso decidi testa-los aqui. O resultado foi muito bom, mas agora vamos acrescentar mais duas variedades de sementes de tomates vindas de Israel e uma que veio da Holanda, assim saberemos quem produz mais e melhor”. Acreditando na terra José Barbosa de Oliveira, mais conhecido como “Marquinhos” nasceu e cresceu trabalhando com lavoura e animais em Cruzeiro do Sul, formou-se em contabilidade, mas seu amor à terra fez com que fosse trabalhar em hortas, granjas de galinha, porcos e peixes em Rondônia, depois em Cruzeiro até que há quatro anos comprou sua colônia na comunidade do Cesário em Mâncio Lima onde cria galinhas, porcos, planta maracujá, cebola de cabeça, pepino, laranja, repolho, couve flor, cenoura e investiu dinheiro do próprio bolso para construir o galpão de onde está colhendo tomates. “Sempre gostei de desafios, há quatro anos tentei financiamento do banco para comprar esta terra, mas não consegui, por isso vendi minha casa. Há muito tempo que vinha tentando acertar com a lavoura de tomates, mas agora com a orientação do Gaston eu finalmente estou vendo a lavoura dar bom resultado. Esta primeira colheita do tomate é uma prova de que o que tem faltado para os agricultores do Acre é apoio e assistência técnica porque coragem pra trabalhar a gente tem de sobra”, advertiu. Milagre da tecnologia O superintendente do Sebrae no Acre, Orlando Sabino destacou a importância das parcerias com o governo do Estado e demais entidades do setor rural para garantir o apoio e assistência técnica que estão garantindo a produção de tomates no Juruá. “Ao combinarmos nossos esforços e conhecimentos esta parceria demonstrou que temos tecnologias adequadas para produzir tomates e outra s hortaliças no Juruá. O desafio agora está em garantirmos a continuidade deste trabalho e uma produção em escala capaz de atender as necessidades da população”. Orlando destacou o fato de que atualmente, o consumo de tomates é estimado em 60 mil quilos por ano em Cruzeiro do Sul, mas lembrou que com a produção local de boa qualidade e preços mais baratos vai permitir que mais pessoas possam consumir tomates que ainda é um produto de luxo no Juruá. O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Acre, Carlos Sasai, destacou que as parcerias foram importantes para o sucesso do projeto. “Precisamos continuar com o trabalho em equipe, inclusive ampliando-as na medida em que se tornarem necessárias para o melhor resultado do projeto”, disse. O diretor-técnico da Seaprof, Ronei Santana, destacou que o governo comemora este momento. “Vamos, enquanto governo, continuar investindo no fortalecimento da agricultura familiar”, disse. Já o presidente da Associação Comercial do Acre (Acisa) Adem Araújo, explicou que sua rede de supermercados vende todo dia mais de 30 mil quilos de hortigranjeiros (frutas, verduras e ovos) e lamentou que praticamente toda essa produção vem de Rondônia e estados do Centro-Sul. “Quando vejo uma colheita de tomates como esta fico animado com os avanços que estamos dando, mas é preciso garantir sua continuidade em quantidade, qualidade, preço e regularidade na produção para garantir o abastecimento de nossos supermercados. Quando conseguirmos fazer isso acontecer nosso dinheiro vai circular mais tempo gerando novos negócios gerando oportunidade que vão melhorar a qualidade de vida para todos no Acre”.

Está marcada para fevereiro de 2009 a divulgação dos premiados da segunda edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. Os nomes dos vencedores serão publicados no site do Sebrae. Já a solenidade de premiação será no mês de maio na cidade de São Paulo.

Nesta segunda edição, um total de 1.025 unidades produtivas se inscreveram, superando a meta, que era de mil concorrentes. As inscrições ocorreram no período de 1º de setembro a 31 de outubro de 2008. Concorrendo na lista dos melhores temos sete finalistas Acreanos no prêmio que são Maqueson  Silva , Carlos Taborga, Andre Luiz Torres, Francisco Afonso Silva, Paulo Sérgio Silva, Daniele Kipper e George Dobre.O objetivo da premiação, que tem caráter nacional, é promover o artesanato brasileiro e reconhecer as 100 unidades produtivas mais competitivas do País. A primeira edição do prêmio, realizada em 2006, contou com mais de 500 unidades inscritas.

Entre as ações inovadoras desta edição está a indicação em cada estado do consultor que irá avaliar, in loco, o trabalho dos respectivos artesãos inscritos. Esses consultores já receberam capacitação do Sebrae para avaliar, junto aos artesãos, as respostas dadas por eles no questionário preenchido no ato da inscrição.

Outra inovação está no fato de que algumas unidades produtivas, mesmo que não estejam selecionadas entre as 100 melhores, serão beneficiadas. As 20 unidades por estado que tiverem maior pontuação receberão um bônus de oito horas de recomendações sobre melhorias de gestão para aprimoramento de seu desempenho competitivo.

Premiação – Entre os critérios de seleção e premiação do Top 100 estão aspectos relacionados ao grau de inovação dos produtos, adequação econômica e funcional nas unidades de produção, respeito ao meio ambiente, eficiência produtiva, adequação cultural e logística, estratégias de comunicação e promoção, práticas comerciais, compromisso social e gestão empresarial.

“Para que a unidade seja competitiva, ela deve levar em consideração aspectos estéticos e culturais, mas isso não é tudo. Essa iniciativa leva em conta os processos produtivos com foco nas exigências do mercado, o que evidencia também critérios de dimensão social, econômica e ambiental”, explica Raissa Rossiter, gerente de Acesso a Mercados do Sebrae.

Depois de inscritos, os participantes passarão por uma avaliação que selecionará as 150 unidades com maior pontuação. Cada unidade selecionada receberá visita de um consultor para verificação das informações prestadas. Por último, um júri definido pelo Sebrae que tenha notório conhecimento do setor escolherá as 100 unidades produtivas mais bem preparadas para o mercado. Todos os inscritos, selecionados ou não para a fase final, serão informados por correio eletrônico.

As 100 unidades vencedoras ganharão um certificado de premiação, uma autorização de uso do selo ‘Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato’, até março de 2010, e divulgação de três produtos em sites e em materiais promocionais. Os vencedores irão participar ainda da Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae para aproximação das unidades artesanais produtivas com outros empresários para oferta e demanda de produtos. Seis meses depois, uma nova Rodada será realizada para fortalecer a negociação comercial dos cem ganhadores

 

 

Posts mais antigos »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.